18.5.09

Nykolai Aleksander - The Embrace


"It is a dance, a neverending ballet of Light and Dark, Good and Evil: Not one against the other, but a symbiosis of the two as One..."Created for Wacom's "Good vs Evil" contest on deviantART.I didn't want the dragon to be the typical reptile, but a creature suspended between elements, half solid and dark, half air and light, like something imagined that slowly takes on form, yet looms dangerously close to touch.Also, I rather like old iconic paintings (or Icons, even), so I tried to recreate something of them with this.Personal references used for the figure, the rest is freehand. I played around with a lot of layers for the lighting, and I think my computer hated me towards the end... by Nykolai Aleksander.


Desde há muito que procuro uma obra que ilustrasse a seguinte frase;

Perdoamos facilmente uma criança que tem medo da escuridão; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz. - Platão

...por isso, obrigado Nykolai.



Star of fate


And if lost in the maze of life, dwelling in the nebulous mists on your own free will with a song for company and memories for nourishment, smile at the shadows and embrace the light. They are like the sand at seaside, gulping your path in warmth or impriting cold steps as you breathe, careless for the tides that will erase them. And when the Dawn shed dew tears on your shoulders, longing with her for the return of the stars.

"...E que, na torpitude de existir-se, ao menos possa haver
as alegrias ingénuas de todo o recomeço.Que os sóis desabem.
Que as estrelas morram.Que tudo recomece desde quando a luz
não fora ainda separada às trevas do espaço sem matéria.
Nem havia um espírito flanando ocioso sobre as águas quietas,
que pudesse mentir-se olhando a criação." - Jorge de Sena

22.4.09

George Patsouras - Dancing with the Devil

George Patsouras aka cgaddict

" A Lua e a Água juraram falso; o Sol verdade ... Deus então castigou a Lua, tirando-lhe os raios para os dar ao Sol; castigou também a Água, obrigando-a a correr sempre, sem nunca estar queda."

J. Leite de Vasconcellos, 1975

Perda amarga...procura incessante...

8.1.09

Christophe Vacher - Automne

http://www.vacher.com/

"It is hard for me to discuss my own work; like your own handwriting, it is something that, at this point, is simply a part of me. People often ask me:"What inspires you to paint?" or "What's the meaning of your paintings?" Well, my work is mostly inspired by music, travel and personal experiences. ..."

Das palavras de Floria Sigismondi "entropic underworlds inhabited by tortured souls and omnipotent beings" poderão adaptar-se para a obra de Christophe Vacher: Omnipotent...Worlds...Inhabited...by Souls...and Entropic...Beings.

A paisagem domina as obras deste artista e é precisamente a introdução do elemento humano, que gera a desordem, a incongruência e nos chama a atenção, pois afinal de contas, que faz aquele ser ali? A desordem viva e a magnitude do inerte. Milhares de processos metabólicos por segundo versus milhares de anos. Transferência de energia versus conservação da energia. Equilíbrio dinâmico em coexistência com equílibrio integrado.

Grandes São os Desertos, e Tudo é Deserto

Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Não são algumas toneladas de pedras ou tijolos ao alto
Que disfarçam o solo, o tal solo que é tudo.
Grandes são os desertos e as almas desertas e grandes
Desertas porque não passa por elas senão elas mesmas,
Grandes porque de ali se vê tudo, e tudo morreu.

Grandes são os desertos, minha alma!
Grandes são os desertos.

Não tirei bilhete para a vida,
Errei a porta do sentimento,
Não houve vontade ou ocasião que eu não perdesse.
Hoje não me resta, em vésperas de viagem,
Com a mala aberta esperando a arrumação adiada,
Sentado na cadeira em companhia com as camisas que não cabem,
Hoje não me resta (à parte o incômodo de estar assim sentado)
Senão saber isto:
Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Grande é a vida, e não vale a pena haver vida,

Arrumo melhor a mala com os olhos de pensar em arrumar
Que com arrumação das mãos factícias (e creio que digo bem)
Acendo o cigarro para adiar a viagem,
Para adiar todas as viagens.
Para adiar o universo inteiro.
Volta amanhã, realidade!
Basta por hoje, gentes!
Adia-te, presente absoluto!
Mais vale não ser que ser assim.

Comprem chocolates à criança a quem sucedi por erro,
E tirem a tabuleta porque amanhã é infinito.

Mas tenho que arrumar mala,
Tenho por força que arrumar a mala,
A mala.

Não posso levar as camisas na hipótese e a mala na razão.
Sim, toda a vida tenho tido que arrumar a mala.
Mas também, toda a vida, tenho ficado sentado sobre o canto das camisas empilhadas,
A ruminar, como um boi que não chegou a Ápis, destino.

Tenho que arrumar a mala de ser.
Tenho que existir a arrumar malas.
A cinza do cigarro cai sobre a camisa de cima do monte.
Olho para o lado, verifico que estou a dormir.
Sei só que tenho que arrumar a mala,
E que os desertos são grandes e tudo é deserto,
E qualquer parábola a respeito disto, mas dessa é que já me esqueci.

Ergo-me de repente todos os Césares.
Vou definitivamente arrumar a mala.
Arre, hei de arrumá-la e fechá-la;
Hei de vê-la levar de aqui,
Hei de existir independentemente dela.

Grandes são os desertos e tudo é deserto,
Salvo erro, naturalmente.
Pobre da alma humana com oásis só no deserto ao lado! Mais vale arrumar a mala.
Fim.

Álvaro de Campos in "Poemas"

24.11.08

Kuang Hong - .The.Summoner.


Kuang Hong aka noah-kh presenteia o olhar com esta bela composição de elementos.

Quanto a mim, gosto de imaginar que só é possível invocar o que já existe em nós.

Gosto de imaginar, que aquela pessoa ali representada está de facto a encarar uma imagem dela própria, carregada da força primordial dos elementos.

Zemotion

E seguindo a sugestão de peculi, fica a música de Sirenia.

31.10.08

Camille Kuo - Naaga Dance

"Okay, I had a hard time to search this phrase "Naaga" which means snake. I don't know what those red finger tips mean and the relationship between snake and India. I just drew whatever I like. " in http://camilkuo.gfxartist.com/artworks/80476

No antigo Egipto, o acto de pintar as pontas dos dedos e as unhas com Hena estaria relacionado com a preparação para a entrada no reino de Osíris. Para além de ser o senhor da morte, também era ele que proporcionava as férteis inundações do Nilo e a vegetação luxuriante, um símbolo de vida após a morte, uma esperança da renovação.

Também a serpente, surge em várias culturas, como guardiã dos lagos, rios, tesouros e encontra-se, por vezes, representada em torno da árvore da vida e do conhecimento, o eixo do mundo que liga mundos e submundos, céu e terra, feminino e masculino, a dualidade, a língua bífida.

Colocada na coroa dos Faraós, a serpente e o sol, o olho que tudo vê infinitamente.

Camille, desenhando e pintando "whatever I like" capturou a essência simbólica da dança da renovação.

The present issues from the past, and the future from the present. Everything is made one by this continuity. Time is like a circle,Where all the points are so linked That you cannot say Where it begins or ends, For all points precede And follow one another for ever.

Túmulo Indiano - Fritz Lang (1959)

12.9.08

Kristoffer Frisk - Cernunnos

The Horned God, Cernunnos.



Esta divindade selvagem, representada com chifres e rodeada de animais também evoca semelhanças com os Faunos, Sátiros e Pan.

Recolhido na penumbra e de mãos abertas a quem o vê, o deus caçador, perscruta a alma do incauto. A floresta enegreceu, nunca os galhos secos estalaram de forma tão audível, os ramos da árvores arrepanham roupa, cabelos e pele. Era dia...
Tropeça-se uma vez, e outra, cada vez mais perdido, cada vez mais perseguido. A exaustão vence, o coração tamboreia o tronco impiedosamente, e de rastos pelo solo fora soltam-se gritos dementes. Tudo está vivo!
Num rasgo de energia, as pernas correm sem mestre e as mãos avançam pelas arestas das pedras, tapam a cara, lançam-se no ar. Pobre ser, de quem foges?
Tropeça-se uma vez mais para cair no abraço gelado das águas. De cabelos de lismos e musgos e voz de água, as ninfas embalam o abandono fácil.

A caçada chegou ao fim, o deus cornífero perseguiu o berço da morte, e com glória celebra a vida.
Recolherá às sombras uma vez mais para caçar...

7.9.08

Kerem Beyit - Charlotte

This is a personal work of Kerem Beyit, that now you can get to know a lot better from The art of Kerem Beyit. I love all and every detail in this art work.

When I look at this picture all that comes into mind is the song Hoist the Colours:

The king and his men
stole the queen from her bed
and bound her in her Bones.
The seas be ours
and by the powers
where we will we'll roam.

Yo, ho, all hands.
Hoist the colours high.
Heave ho, thieves and beggars,
never shall we die.

Yo, ho, all together.
Hoist the colours high.
Heave ho, thieves and beggars,
never shall we die.

Some have died
and some are alive
others sail on the sea
– with the keys to the cage...
and the Devil to pay
we lay to Fiddler's Green!

The bell has been raised
from its watery grave...
Hear its sepulchral tone.
A call to all,
pay heed the squall
and turn your sail to home!

Yo, ho, all together.
Hoist the colours high.
Heave ho, thieves and beggars,
never shall we die.

The lyrics were written by Ted Elliott and Terry Rossio.
The music was composed by Hans Zimmer and Gore Verbinski.